Costumes e Tradições de Vila Real
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Na Borralha temos uma localização privilegiada em acessos. Além de estarmos mesmo ao lado da famosa N2 e a 60 min das principais cidades do Norte de Portugal – Braga, Porto, Guimarães ou Viseu – ficamos a 3km do centro histórico de Vila Real, onde pode conhecer a Sé e a Capela Nova, provar um covilhete, uma crista e um pito, e comprar a tradicional louça preta de Bisalhães, património imaterial da Unesco.

Costumes e Tradições de Vila Real

● Barro Preto de Bisalhães

A olaria de Vila Real é o costume mais conhecido e apreciado da região de Vila Real, tendo sido criada há mais de 600 anos. Tem o nome de “Barro de Bisalhães” ou “Barro Preto”, e foi considerado património cultural intangível pela UNESCO.

A conceção desta olaria já vem desde o tempo medieval, pois este concelho era conhecido na época como o Concelho de Oleiros. Isto porque em documentações do século XIII, são mencionadas barreiras no Mosteiro do Pombeiro, e por isso os artesãos deste concelho deslocavam-se para lá para conseguirem obter matéria prima e assim ter algum tipo de pagamento.

Destacavam-se as zonas de Lordelo e Mondrões como as mais propensas às esculturas barrentas.

O barro e os ofícios a si ligados, têm vindo a crescer de década para década, mas este crescimento teve especial atenção nos séculos XVI e XVII.

O crescimento acima referido, caiu na boa nova no século XVIII, com a demarcação dos vinhos do Douro, pensada por Marquês de Pombal, e tudo o que isso englobava. Para isso eram necessários muros que dividissem terrenos e socalcos que aplanassem as encostas. Posto isto, a procura do barro aumentou, e o mercado da olaria navegou à bolina nos anos que se seguiram.

Mas como tudo tende a ter um fim, a natural procura da olaria viu um decréscimo a acontecer. A construção da IP4 veio afastar o mercado nacional e regional, pois muitos oleiros que tinham as suas lojas de venda na rua ficavam situados na estrada nacional. (Outrora usada como estrada principal de passagem obrigatória entre concelhos.)

Mais tarde surgiu o plástico, produto mais barato e menos “sujo”, que veio agravar esta prática. Muitos artesãos não aguentaram estas decadências e por isso acabaram por desaparecer. Com exceção de bisalhães, que até hoje ainda existe.

Esta prática é transmitida quase exclusivamente através de laços familiares, mas o seu futuro corre o risco de desaparecer. Há cada vez menos interesse entre as gerações mais jovens em continuar a tradição.

Tal como mencionado no início deste artigo, o Barro preto de Bisalhães foi considerado património mundial pela UNESCO, na segunda década do século XXI, e isso fez com que se fossem criadas esperanças na sua recuperação.

As peças são feitas para fins decorativos e culinários. São feitos de barro preto e o seu processo de montagem é considerado especial e único. As peças são queimadas num forno “ao ar livre”, que nada mais é do que um buraco no chão cheio de lenha. O processo é completamente natural e os componentes químicos da argila também acabam por evaporar, uma vez que a temperatura é muito elevada e o forno não é deixado aberto no fim.

● “Bisarro Ceramics”

Bisarro é uma marca recente que veio dar continuidade ao já conhecido “Barro de Bisalhães”. É uma marca de cerâmicas contemporânea, desenhada pelo Bisarro Design Studio, e é normalmente produzida manualmente por artesãos portugueses da região.

O processo de cozedura das peças é igual ao processo que se fazia antigamente. São feitas à mão com moldes e cozidas pelo método de Soenga, um método antigo e único de cozedura de barro, que lhe fixa a cor caracteristica, o negro.

Este projeto tem apenas uma visão mais moderna na concepção das peças e por isso é que costumam dizer “são peças únicas, desenhadas para as casas de hoje, produzidas e cozidas por processos de ontem.”

● O Covilhete

O Covilhete, ou também designado de “Empadinhas de carne”, surgiu em 1982, no livro “Cozinha Tradicional Portuguesa” de Manuel Ferreira, com a receita de Covilhetes de Vila Real.

Naquela altura era necessário dirigir-se a Vila Real, e mais propriamente à Pastelaria Gomes, para se provar esta iguaria, porém atualmente quase todas as freguesias e concelhos deste distrito produzem esta iguaria.

São pastéis de forma redonda, com recheio de carne de vaca. A massa externa é feita à base de farinha, manteiga, gordura de rim de vitela, azeite e sal a gosto. O recheio é feito de carne de vaca, presunto, cebola, salsa, azeite, vinho branco e sal. Uma ótima forma de o acompanhar, é com um copo de vinho à sua escolha.

São muito apreciadas ao longo de todo o dia, ou mesmo como refeição principal.

● Pito de Santa Luzia

A tradição do “Pito de Santa Luzia” é uma atividade anual em torno da capela de Santa Luzia, na zona histórica de Vila Real. Todos os anos, a 13 de Dezembro, é uma tradição para as mulheres comprarem o Pito para oferecer aos maridos/namorados.

Mais que um doce conventual, os Pitos são um objeto de sedução. São muito apreciados como guloseimas e por isso são uma ótima opção a qualquer hora do dia.

É uma especialidade com recheio de compota de abóbora e uma cobertura de pasta de farinha.

● Ganchas de São Brás

As Ganchas de São Brás são um “rebuçado” típico da região de Vila Real. Não são consideradas doçarias conventuais, pois estão associadas às crenças religiosas e populares dos antepassados.

São um doce tradicional em forma de bastão. Alguns dizem que a Gancha era um “instrumento” com efeito calmante sobre as irritações e inflamações da garganta. Outra versão é que a Gancha simboliza o crucifixo do bispo de S. Brás, que é considerado o santo padroeiro das doenças da garganta.

● Circuito Internacional de Vila Real

O Circuito Internacional de Vila Real é um circuito urbano de cerca de 4.600 quilómetros em Vila Real desde 2007. As chamadas “Corridas de Vila Real”, foram durante muitos anos a atracção turística mais importante de Vila Real, sendo sem dúvida a marca distintiva desta cidade no panorama nacional e internacional.

Este circuito nasceu em 1931, tirando partido das características de algumas estradas que ligavam o centro de Vila Real aos arredores do Palácio de Mateus. A primeira edição teve lugar no dia 15 de Junho, com a ajuda da comissão que organizava as festas na cidade e

outras pessoas já conhecidas na cidade, como foi o caso do Sr. Aureliano Barrigas, e com o apoio também da secção Regional do Norte do Automóvel Clube de Portugal.

Na altura o circuito tinha alguns problemas, pois era feito em estrada de terra batida, o que originava problemas de visibilidade elevados.

Nos anos que se seguiram, as corridas começaram a ter mais visibilidade, até que começou a internacionalizar-se, com a participação de pilotos estrangeiros.

Normalmente é em Junho que esta tradição automóvel é celebrada e é nesta altura do ano que milhares de nacionais e estrangeiros são atraídos para este evento, que tem a duração de dois dias.